quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Atenção alunos da 801 do Colégio Estadual Macedo Soares - Estudo Dirigido Primeiro Reinado (1822-1831)


Estudo Dirigido de História 
Tema: PRIMEIRO REINADO (1822-1831)

O período inicial do Império estende-se da Independência do Brasil, em 1822, até a abdicação de Dom Pedro I, em 1831. Dentre as principais medidas que caracterizam o Primeiro Reinado, podemos destacar:

·   Consolidando um Estado Nacional

- Sagração do príncipe D. Pedro como Imperador do país;
- Reconhecimento da Independência do Brasil. O 1º país a reconhecer foram os EUA, com base na Doutrina Monroe (“América para os americanos”) o 2º, o México. Portugal só reconhece a independência mediante pagamento de indenização.
- O Brasil torna-se independente assumindo a dívida externa lusa;
- Convocação da Assembleia Nacional Constituinte, eleita no início de 1823. 

·   Assembleia Nacional Constituinte

         A Assembleia Nacional Constituinte é formada em sua maioria, por deputados do Partido Português e Partido Brasileiro. Estes dois grupos possuem claras divergências entre si, a saber:

- Partido Brasileiro:
· Queria a descentralização (federalismo);
· Queria mais soberania;
· Grupo: Irmãos Andrada (deputados membros da assembléia constituinte).
- Partido Português:
· Queriam maior centralização do poder nas mãos do Imperador (unitarismo).
· Queriam uma legislação mais fraca para fortalecer o poder executivo;
· Grupo: D. Pedro I (Partido luso). 

         Devido a uma forte divergência entre os deputados brasileiros e o soberano, que exigia um poder pessoal superior ao do Legislativo e do Judiciário, a Assembléia é dissolvida em novembro de 1823 (Noite das Agonias). Uma outra constituição é outorgada pelo Imperador – a Constituição de 1824 ou Constituição da Mandioca.

·   Constituição da Mandioca (1824)

- Esta Constituição ficou assim conhecida porque só podia votar os donos de terras. A quantidade de terras, era medida com base na quantidade de mandioca plantada (mandioca era alimento de escravos, ou seja, era baseado na quantidade de escravos). Dessa forma, a aristocracia do Partido Brasileiro (PB) se consolidava no poder; em troca, fez concessões ao Imperador, como concordar que o Executivo ficasse superior ao Legislativo.
- Constituição de 1824 – características: 
- Foi outorgada por D. Pedro I;
- Estabeleceu-se ai 4 poderes: Executivo, Judiciário, Legislativo e Moderador.
- O 4º Poder, o poder Moderador, estava acima dos demais poderes e servia para legitimar as ações do Imperador D. Pedro I, era o poder supremo, absoluto. D. Pedro I reinava, governava e administrava;
-  Voto foi censitário;
- Senado Vitalício: os senadores exerciam o cargo até a morte.
- Unitarismo: O poder central tinha poderes sobre todas as províncias.
- Padroado: direito do Imperador de interferir na igreja.
-  Embora a Constituição de 1824 determine que o regime vigente no país seja liberal, o governo é autoritário. Frequentemente, Dom Pedro impõe sua vontade aos políticos. Esse impasse constante gera um crescente conflito com os liberais, que passam a vê-lo cada vez mais como um governante autoritário. Preocupa também o seu excessivo envolvimento com a política interna portuguesa.
        
·   Confederação do Equador (1824)

- Local: Pernambuco, se espalhando pelo nordeste.
- Líderes:  Manuel Paz Andrade, Frei Caneca e Cipriano Barata. 
- Motivações:  - Contrários ao centralismo do poder nas mãos do Imperador;
                        - Abandono do Nordeste: miséria e fome.
- Características: - Foi um movimento separatista e republicano, queria separar o Nordeste do Brasil e proclamar a República nesse novo país;
                            - Foi liderado pelas elites e camadas médias, mas também contou com o apoio de setores populares.
                             - Inspiração nas idéias liberais, iluministas e da Revolução Francesa.
- Resultados: - O rei agiu rápido e conteve o movimento.
                      - O movimento foi derrotado e os seus líderes foram cruelmente reprimidos.

·   Guerra Cisplatina (1825-1828)

- Conflito: Brasil X Argentina e Uruguai
- Motivo: Disputa pela posse da Banda Oriental, atual Uruguai.
- Antecedentes: Pertencente ao Vice-Reinado do Prata (que se havia tornado independente da Espanha em 1816) o território onde hoje é o atual Uruguai é anexado ao Brasil em 1821, com o nome de Província Cisplatina. Este local, era uma área estratégica para brasileiros e argentinos navegarem pela bacia platina. Buscando recuperar a sua influência na região, os argentinos aliam-se aos patriotas uruguaios que acabam proclamando a independência uruguaia em 1825.
- Reação brasileira: Dom Pedro I manda uma esquadra bloquear a entrada do estuário do rio da Prata. A Argentina responde atacando o litoral sul do Brasil. O imperador brasileiro envia tropas, a fim de sitiar Montevidéu. Em fevereiro de 1827, elas são derrotadas na Batalha do Passo do Rosário
- Intervenção inglesa: Entre 1827 e 1828, enquanto crescem as dificuldades brasileiras, aumenta a intervenção diplomática inglesa. Desejosos de estreitar relações comerciais com mais um país livre, mas dependente, os ingleses apóiam a independência do Uruguai. A posição britânica prevalece, e, em 27 de agosto de 1828, Brasil e Argentina reconhecem a independência do Uruguai. A derrota enfraquece o imperador e fortalece os adversários, que exigem sua renúncia.

·   Abdicação de D. Pedro (1831)

Os problemas gerados pela derrota do Brasil na Guerra da Cisplatina, as dificuldades econômicas, além do posicionamento autoritário do Imperador, acabam gerando insatisfação popular e das elites.
A abdicação de dom Pedro I do trono brasileiro ocorre no dia 7 de abril de 1831. A queda de sua popularidade fica exposta quando é recebido com frieza em Minas Gerais, numa visita que era sua última tentativa de recuperar prestígio político. Neste mesmo período, D. Pedro dissolve o Ministério dos Brasileiros (composto por brasileiros natos) e em seu lugar organiza o Ministério dos Marqueses (composto por elementos do Partido Português) O apoio público dos portugueses que viviam no Rio de Janeiro desencadeara a retaliação dos setores antilusitanistas. Isso ficou mais que claro no episódio da Noite das Garrafadas, quando portugueses e brasileiros se enfrentaram nas ruas do RJ. O imperador tenta reagir aos tumultos, mas termina por desistir ao ver que não tem mais sustentação política. D. João VI morre em Portugal e o trono fica vago, então, D. Pedro I abdica do trono brasileiro a D. Pedro II ( tinha 5 anos na época), para assumir o trono português e se tornar o rei D. Pedro IV português.


domingo, 12 de março de 2017

Colégio Estadual Aurelino Leal (turma:3007)

Estudo Dirigido de História
Tema: Primeira Guerra Mundial (1914-1918)
Professora: Luciana Wollmann

         No início do século XX, alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, por exemplo, haviam ficado de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor. A forte concorrência comercial entre os países europeus, principalmente na disputa pelos mercados consumidores, gerou vários conflitos entre as nações e pode ser apontado como a principal causa da Primeira Guerra Mundial.

- Causas da guerra

- Imperialismo: A principal causa da guerra foi a disputa imperialista dos países europeus por novos mercados. A Segunda Revolução Industrial havia substituído as antigas máquinas a vapor por máquinas elétricas, fazendo com que a produção se multiplicasse, sendo necessária assim a conquista de mais mercado consumidor.
- Nacionalismo: O sistema de estados soberanos foi desenvolvido na Europa por volta do século XVII. O nacionalismo ou Patriotismo podem, em parte, ser encarados como uma expressão ideológica popular deste sistema. Para se entender o desenvolvimento do espírito nacionalista na Europa é necessário um estudo aprofundado de cada nação, mas podemos afirmar que foi na Revolução Francesa em 1789 que tais ideais nacionalistas foram mais largamente difundidos.
- Darwinismo Social: Inspirado nas teorias de Charles Darwin e Herbert Spencer, o Darwinismo Social (séc. XIX) buscava aplicar a teoria da evolução das espécies à ordem social, defendendo a existência de "raças" e "nações" “naturalmente” mais fracas e mais fortes. Os darwinistas sociais consideravam o conflito racial e nacional uma necessidade biológica para o progresso, servindo desta maneira, como justificativa para as investidas violentas e racistas nos mercados asiático e africano.
- Rivalidades:

- Inglaterra X Alemanha: Unificada em 1871, a Alemanha passou a produzir produtos industriais melhores e mais baratos do que os ingleses, desalojando este país da posição de potência industrial do mundo – posição que ocupava desde o séc. XVIII. Como a Alemanha não possuía colônias, este país começou uma política agressiva em busca de mercados, desagradando os ingleses.
- França X Alemanha: (revanchismo francês)- Durante o processo de unificação e expansão do território alemão, os franceses foram obrigados a ceder o território de Alsácia-Lorena - região rica em carvão e minério de ferro - aos alemães em 1870. Desde então, foi crescendo entre os franceses um movimento revanchista para recuperar o território cedido e "se vingar" da Alemanha. Outro ponto de rivalidade entre estes países se deu no Marrocos (norte da África) disputado por ambos. Uma conferência internacional decidiu em 1906 ceder o território marroquino à França e uma pequena faixa no sudoeste da África à Alemanha. Descontente com a decisão, a Alemanha promoveu conflitos em 1911 e acabou recebendo da França parte do território do Congo.
Áustria X Sérvia: Nos Bálcãs, região dominada pelo Império Austro-Húngaro, a Sérvia fomentava agitações nacionalistas que ficou conhecida como Pan-eslavismo, pois defendia a união de todos os povos de origem eslava da Europa oriental. Em 1908 a Áustria anexou a Bósnia-Herzegóvina impedindo que os sérvios organizassem a “Grande Sérvia”, que incorporaria as regiões de povos eslavos.
 Áustria X Rússia: Os russos, afastados do Extremo Oriente após a derrota para o Japão em 1905, voltaram às atenções para os Bálcãs, onde a política russa foi de apoio ao Pan-eslavismo. No entanto, a Rússia também tinha pretensões imperialistas na região.
 Alemanha X Rússia: Se deu em torno do controle dos Estreitos de Bósforo e Dardanelos (Turquia). Os alemães desejavam construir uma estrada de ferro Berlim-Bagdá, passando por esta região, desagradando os russos.
- Alianças:
  Em 1907, a Europa já se encontrava dividida em dois blocos político-militares:
 Tríplice Aliança - Alemanha, Itália e Áustria
 Tríplice Entente, com a Inglaterra, França e Rússia.
Enquanto se organizavam em blocos rivais, as principais potências européias lançaram-se numa desenfreada corrida armamentista: adotaram o serviço militar obrigatório, criaram novas armas e passaram a produzir armamento e munição em quantidades cada vez maiores. Era a paz armada.
- Estopim da guerra:
Faltava um incidente para a guerra começar. O incidente ocorreu num domingo, 28 de julho de 1914, em Sarajevo, capital da Bósnia. Nesse dia, o herdeiro do trono austríaco, Francisco Ferdinando, e sua esposa foram assassinados a tiros por um estudante da Bósnia. Em 28 de julho de 1914, a Áustria declarou guerra a Sérvia, dando início à Primeira Guerra Mundial.
- Fases da guerra
Primeira Fase: (1914). Esse período caracterizou-se  por movimentos rápidos envolvendo grandes exércitos. Certo de que venceria a guerra em pouco tempo, o exército alemão invadiu a Bélgica, e  depois de suplantá-la, penetrou no território francês até as proximidades de Paris. Os franceses contra-atacaram e, na Primeira Batalha do Marne, em setembro de 1914, conseguiram deter o avanço alemão.
Segunda Fase: (1915-1916) Na frente ocidental, essa fase foi marcada pela guerra de trincheiras: os exércitos defendiam suas posições utilizando-se de uma extensa rede de trincheiras que eles próprios cavavam. Enquanto isso, na frente oriental, o exército alemão impunha sucessivas derrotas ao mal-treinado e muito mal-armado exército russo. Apesar disso, entretanto, não teve fôlego para conquistar a Rússia. Em 1915, a Itália, que até então se mantivera neutra, traiu a aliança que fizera com a Alemanha e entrou na guerra ao lado da Tríplice Entente, ao receber as garantias territoriais de Trentino, Ístria e Dalmácia, que se encontravam sob domínio austríaco. Ao mesmo tempo que foi se alastrando, o conflito tornou-se cada vez mais trágico. Novas armas, como o canhão de tiro rápido, o gás venenoso, o lança-chamas, o avião e o submarino, faziam um número crescente de vítimas.
Terceira fase: (1917-1918). Em 1917, primeiro ano dessa nova fase, ocorreram dois fatos decisivos para o desfecho da guerra: a entrada dos Estados Unidos no conflito e a saída da Rússia. Os Estados Unidos entraram na guerra ao lado da Inglaterra e da França. Esse apoio tem uma explicação simples: os americanos tinham feitos grandes investimentos nesses países e queriam assegurar o seu retorno. Outras nações também se envolveram na guerra. Turquia e Bulgária juntaram-se à Tríplice Aliança, enquanto Japão, Portugal, Romênia, Grécia, Brasil, Canadá e Argentina colocaram-se ao lado da Entente. A saída da Rússia da guerra está relacionada 
à revolução socialista ocorrida em seu território no final de 1917.
- Conseqüências da Guerra
* Tratado de Versalhes (1918): Foi um tratado de paz assinado pelas potências europeias que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial.. O principal ponto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra. Como punição, a Alemanha seria obrigada a:

·   restituir a Alsácia e a Lorena à França;
·   ceder as minas de carvão do Sarre à França por um prazo de 15 anos;
·   ceder suas colônias, submarinos e navios mercantes à Inglaterra, França e Bélgica;
·   pagar aos vencedores, a título de indenização, a fabulosa quantia de 33 bilhões de dólares
·   reduzir seu poderio bélico, ficando proibida de possuir força aérea, de fabricar armas e de ter um exército superior a 100 mil homens.

OBS: Considerando-se humilhados pelo Tratado de Versalhes, os alemães passara a nutrir um ódio dos países que o derrotaram. Este fato será importante para compreendermos os motivos que levaram á Segunda Guerra Mundial.

* Declínio da Europa, que foi duramente atingida pelo conflito.

* Ascensão dos Estados Unidos que saiu da guerra como maior credor do mundo, tornando-se com isso uma das grandes potências mundiais.  

* Crescimento do socialismo e aparecimento de regimes políticos autoritários, como o nazismo e fascismo.

* 14 pontos de Wilson (1919): Foi um plano de paz elaborado pelo presidente Wilson (EUA). Contrário a cobrança de indenização à Alemanha, pois acreditava que este fato servia apenas para desequilibrar a Europa, o plano de paz não foi aceito pelas potências envolvidas na guerra.

* Liga das Nações (1919): Uma assembléia de representantes dos países do mundo, que tinha o objetivo de resolver pacificamente os conflitos do planeta.

* Começa um novo século: Antes da guerra começar, a Europa ainda tinha ares de séc. XIX. Vestidos longos, música erudita, castelos e nobreza ainda faziam parte do cotidiano destes homens e mulheres. Os avanços tecnológicos vieram com a guerra. Os vestidos e cabelos se encurtam, o rádio, o jazz e o cinema passam a fazer parte da vida das pessoas. Junto a tudo isso, a mulher do séc. XX entra para o mercado de trabalho e passa a reivindicar seus direitos.

Exercícios

1)     Associe o Imperialismo com a Primeira Guerra Mundial.
2)     Explique as ideologias que permearam as investidas imperialistas nos continentes africano e asiático, bem como estiveram presentes nos conflitos que acabaram levando á Primeira Guerra Mundial.
3)     Qual era o principal motivo da rivalidade anglo-germânica.
4)     O que foi o revanchismo francês?
5)     Associe as rivalidades entre Áustria e Rússia nos Balcãns e o estopim da Primeira Guerra Mundial.
6)     Explique a rivalidade entre a Rússia e a Alemanha.
7)     Indique os países que compuseram a Tríplice Aliança e Tríplice Entente.
8)     Por que a Primeira Guerra Mundial foi uma “guerra de trincheiras”?
9)     Por que a Rússia saiu do conflito em 1917? Por que o EUA entrou?
10) Indique algumas inovações bélicas decorrentes da corrida armamentista da Primeira Guerra.
11) O que foi o Tratado de Versalhes?
12) Defina: a) 14 pontos de Wilson
             b) Liga das nações
13) Comente sobre algumas mudanças comportamentais que ocorreram no mundo ocidental após o término da 1º Guerra.

14) Associe o Tratado de Versalhes com o crescimento das ideias nazi-fascistas na Alemanha. 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Memórias de Campo Grande

Fonte: http://bohimperial.blogspot.com.br/2012/09/historia-de-campo-grande-rj-bol-n02.html

Trabalho de História Oral dos alunos do 6º ano da Escola Municipal Rosária Trotta: entrevista com idosos e antigos moradores do bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 10 de março de 2015

"Os bárbaros"

Desde a Antiguidade, os chamados povos bárbaros circulavam pelo antigo Império Romano. Por vezes de forma amistosa, em outros momentos guerreando contra os romanos, os bárbaros tiveram uma grande participação na formação cultural da Idade Média.

Alunos do 7º ano, postem aqui as suas pesquisas sobre os "Bárbaros". Segue abaixo uma listagem com os principais povos para vocês pesquisarem. Escolha um deles, pesquise e ao final, não deixe de inserir a bibliografia.

Francos
Visigodos
Ostrogodos
Lombardos
Suevos
Vândalos
Saxões
Burgúndios
Celtas
Hunos
Lusitanos
Vikings
Godos,

entre outros...




 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A escola que temos, a escola que queremos

Olá alunos e alunas das turmas 1602, 1603 e 1605! Conforme conversamos em sala de aula, este é um espaço para as pesquisas extras da nossa matéria e de troca de ideias sobre a nossa escola.

   

Como primeiro desafio, propus a vocês que refletissem sobre o tema da nossa gincana do ano passado: "A escola que temos, a escola que queremos". Para isso, procurem refletir às seguintes questões abaixo:

1) Sugestões para tornarmos a nossa escola um lugar melhor para aprender e conviver.
2) Como eu posso fazer a minha parte para conquistar a escola que eu quero?

Participem! E não esqueçam de colocar o seu nome e turma na sua postagem.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

TEATRO GREGO



TRAGÉDIAS

ÉDIPO REI
MEDEIA
ANTÍGONA
ELECTRA
ORESTES
AS BACANTES
ORESTIA
AS TROIANAS
PROMETEU ACORRENTADO
OS SETE CONTRA TEBAS
AS SUPLICANTES

COMÉDIAS

AS MULHERES NA ASSEMBLEIA
LISISTRATA
AS NUVENS
AS VESPAS
AS RÃS

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ÍNDIOS BRASILEIROS

O índio é brasileiro? O índio, deve ficar isolado para manter as suas características ou, assim como qualquer brasileiro deve interagir com a sociedade? Com essas perguntas, iniciamos o nosso debate sobre índios em sala de aula. Em nossa discussão, vimos que além de um profundo desconhecimento sobre os grupos indígenas existentes no país, nutrimos certas noções engessadas sobre eles. O índio, quando vai cursar uma faculdade, se candidatar para um mandato ou participar de algum movimento social para lutar pelos seus direitos, não deixa de ser índio (se assim ele se identificar). 
Bem, inspirada na nossa rica discussão, esta pesquisa extra é sobre os povos indígenas existentes no Brasil antes da chegada dos portugueses.



Na sua pesquisa, você deverá:

1) ESCOLHER UM DOS GRUPOS DEMONSTRADOS NO MAPA ACIMA
2) PESQUISAR A SUA ORIGEM E CARACTERÍSTICAS (LÍNGUA, CRENÇA, OUTROS ASPECTOS SOCIAIS E CULTURAIS, ETC.)
3) ESCREVER COMO ESTE POVO SE ENCONTRA NOS DIAS DE HOJE

OBS: Não esqueça de colocar nome, turma e bibliografia na sua postagem. 

Boa pesquisa!!
  

sexta-feira, 14 de março de 2014

Contos Medievais


Contadores de história na Idade Média

Alunos do 7º ano da Escola Municipal Rosária Trotta,

Depois da grande repercussão da história da Chapeuzinho Vermelho contada em sala de aula, segue aqui um link de acesso para um trecho do livro "O grande massacre dos gatos" (Graal, 1996, p. 21-191) do historiador norte-americano Robert Darnton, que pesquisou esta e outras histórias que os camponeses contavam na Idade Média.
O texto tem linguagem acadêmica e portanto, não é de fácil compreensão para alunos do 7º ano. E não poderia ser diferente, não é mesmo? Mas, para àqueles que quiserem se aventurar, uma boa leitura!

http://www.cefetsp.br/edu/eso/patricia/historiascontosgatos.html

Abaixo, peço que postem as suas pesquisa sobre outros contos medievais. Só não esqueçam de se identificar (colocar o seu nome e turma) e de inserir a bibliografia (o livro ou site de onde retirou a sua pesquisa). Boa pesquisa!!


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Todos Juntos pela Educação!!



Vídeo feito por alunos da rede municipal, explicando os motivos da nossa greve.

PROPAGANDA DA PREFEITURA NA REDE GLOBO SOBRE O NOSSO PCCS: DIREITO DE RESPOSTA

A violência dispensada, a meritocracia, a aprovação automática, as salas lotadas e quentes, o autoritarismo e a falta de diálogo da prefeitura já são motivos suficientes para mantermos a nossa greve. Porém, como a Prefeitura insiste em afirmar que as “maravilhas” do PCCS apresentado por ela, aí vão alguns esclarecimentos:

O QUE A PREFEITURA AFIRMA
O QUE OCORRE DE FATO
1º) A categoria pediu a aprovação do PCCS no prazo máximo de 30 dias e retomou a greve após 1 dia de atraso deste prazo
1º) O prazo de 30 dias foi solicitado, mas o plano deveria ter sido elaborado através de um GT composto por membros do SEPE. A greve só foi retomada quando o governo Paes apresentou este PCCS.

2º) O plano apresenta avanços para a categoria, equiparando PI e PII com o mesmo valor hora-aula, corrigindo “distorções históricas”.

2º) Primeiramente, a equiparação PI e PII é uma proposta nossa. Segundo, esta “correção” está prevista dentro de um indecoroso prazo de 5 anos!
3º) Quem não quiser ser PEF (professor do ensino fundamental que leciona várias disciplinas do 1º ao 9º ano) poderá continuar como PI ou PII, lecionado apenas a sua disciplina.
3º) Conheço vários colegas que se viram obrigados a sair de escolas que já lecionavam há   anos porque esta virou GEC (ginásio experimental carioca). Para ficar na antiga escola teriam que optar, necessariamente, pela polivalência. Os que escolheram não ficar precisaram “se virar” e procurar outra escola que acomodasse a sua carga horária. Além deste absurdo, pessoal, polivalência não é interdisciplinaridade, é engodo!

4º) O plano não obrigará que professores de 16, 22,5 e 30 horas a migrem para 40 horas

4º) O plano exclui 93% da rede que não possui esta carga horária. Como? O plano prevê a extinção progressiva dos cargos PI e PII, bem como estabelece retaliações salariais a quem não optar por esta carga horária. Sendo assim, temos escolha? Muitos profissionais possuem mais de uma matrícula, fazem mestrado e doutorado, dão aulas em outras escolas e em universidades e não querem ser “exclusivos” da Prefeitura. Além disso, fizeram concurso para esta carga horária e tem direito de nela permanecer.
5º) De acordo com o Plano apresentado pelo SEPE, o professor se aposentaria com 131 mil de salário.

5º) Nossa! Seria bom se fosse verdade. Nós merecemos, certamente. Porém, para chegar a este valor, eles fizeram o seguinte: aplicaram o valor de 5 salários mínimos (proposta do SEPE) ao salário de professor com nível médio 16 horas (detalhe: este cargo não existe na Prefeitura). Feito isso, eles elevaram o salário para o correspondente a um professor 40 horas com licenciatura plena. Não satisfeitos com esta “matemática mágica”, eles misturaram os direitos salariais de funcionários e professores, calcularam duplamente triênios e formação e... Pluft! 131 mil reais e o professor pode se aposentar em algum recanto paradisíaco deste mundo!
6º) O plano prevê a valorização do servidor por formação
6º) De acordo com o PCCS da Prefeitura um professor “qualificado" é aquele que tem mestrado e doutorado em Educação, ou seja, àquele professor que (como eu) optou pelo mestrado e doutorado em sua área de formação não possui “qualificações suficientes” para ser enquadrado por formação. 

Existem vários outros pontos problemáticos no PCCS apresentado prefeitura, apresentei aqui apenas os mais polêmicos.
Mas, diante do exposto, pessoal, fica a pergunta: Se este PCCS é tão maravilhoso assim, por que não discuti-lo com a categoria? Por que aprová-lo às pressas e sem a presença dos profissionais da educação? Assim como muitas outras (onde está o dinheiro do Fundeb, creio que esta pergunta Paes ainda não respondeu...


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os amores de Napoleão


Bernadine, Josefine, Pauline, Georgina, Maria Luísa... foram muitos os "amores de Napoleão". Mas, nem sempre foi assim. Quando jovem, Napoleão Bonaparte era tímido e inexperiente "nas artes do amor". Sua baixa estatura e seu porte não muito atraente, levavam-o frequentemente a nutrir paixões platônicas. 
O tempo passou, e o general do exército francês e futuro Imperador da França, passou a ter uma impressão mais confiante de si. Partiu muitos corações, mas também encontrou quem partisse o seu.

Alunos do 8º ano, postem aqui as suas pesquisas sobre os "amores de Napoleão". Só não esqueçam de citar a sua fonte de pesquisa, ok?!

Bibliografia: SOUZA, Ranier. "As amantes de Napoleão". Disponível em: http://www.historiadomundo.com.br/francesa/as-amantes-de-napoleao.htm
                  NETO, Lira. "Os amores de Napoleão". Disponível em: http://maniadehistoria.wordpress.com/os-amores-de-napoleao/

CARTA AOS PAIS E RESPONSÁVEIS DE ALUNOS DO MUNICÍPIO SOBRE A GREVE

Há 19 anos que os professores e funcionários de escolas não realizavam uma greve como esta que se encerrou no dia 10 de setembro. 
Há 5 anos, desde que o prefeito Eduardo Paes assumiu, o nosso sindicato buscava, sem sucesso, ser recebido para discutir sobre os rumos da educação pública na nossa cidade. 
Apenas com esta forte e histórica greve de 33 dias, a categoria de profissionais de educação conseguiu ser recebida em audiência para negociar com o governo, que se mostrava autoritário, arrogante e prepotente, nada preocupado com a situação da educação pública.
Foram várias audiências com o governo ao longo desses dias, com ameaças de demissão e corte de ponto, mas a categoria manteve-se firme no seu objetivo de alcançar avanços na construção de uma educação pública de qualidade para os filhos da população carioca.
A paralisação do dia 17 de setembro objetivou a apresentação do Plano de Cargos e Salários (PCCS) a categoria para ser votado na Câmara dos Vereadores. No entanto o Prefeito enviou tal plano sem a participação do SEPE descumprindo o acordo. Além disso, o plano está longe de atingir as nossas reivindicações. Esses seriam motivos mais do que justos para o nosso retorno imediato à greve, porém, em respeito aos alunos e responsáveis e, como voto de confiança ao prefeito, a assembleia decidiu manter as aulas por 48 h, a fim também de esclarecer a comunidade os motivos pelo provável retorno ao movimento.
É necessário ressaltar que a mídia (TV, rádio, jornais, etc.) não tem passado fielmente a real situação da Educação do Município do RJ, mas somente reproduzido a fala do governo, passando a imagem de que os servidores estão reclamando injustamente (“de barriga cheia”). Um exemplo disso é que o salário divulgado pela impressa corresponde a um projeto de professor, denominado Professor de Ensino Fundamental (PEF), o qual ainda não existe na rede.
Devido a tudo isso, na última 6ª feira (dia 20/09/13), os servidores municipais retornaram à greve, já que as negociações não avançaram.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Greve dos profissionais da educação da rede municipal do Rio de Janeiro (agosto-setembro/ 2013)

Na última terça-feira (10/9), os profissionais da educação da rede municipal do Rio de Janeiro decidiram retornar ao trabalho, mas mantendo o estado de greve. Isso significa que retomaremos as nossas atividades, mas ao primeiro sinal de retrocesso por parte do governo (muito comuns nestes tempos em que o legislativo e o executivo se reservam o direito de proibir o direito de manifestação e livre pensamento), a greve será reiniciada.

Nestes 33 dias de paralisação, foram muitos os desafios: ameaças e intolerância das autoridades, a invisibilidade concedida pela grande imprensa ao movimento, a relutância da sociedade em nos apoiar...Tudo isso somado assédio moral praticado por muitos diretores de escolas, a dificuldade de diálogo com alguns colegas (que por temor ou por convicção, não aderiram à greve), à miopia de alguns líderes que insistiam em considerar os "desmandos partidários" maiores do que as "demandas da categoria"... Enfim!  Muitos pensaram, até eu mesma - confesso - que o nosso movimento a qualquer momento, arrefeceria.

Porém, seja pelo "cansaço de engolir sapos" ou por um "salário como dos professores da Finlândia"  (para fazer menção aqui de alguns cartazes que pude vislumbrar nas passeatas e atos que fizemos), os educadores (ou seja, professores, merendeiras, auxiliares de creche, funcionários de administrativos e de apoio) insistiram na luta e redescobriram uma antiga lição que pareciam ter esquecido:  de que era preciso lutar. Embaixo de chuva e de sol, com máscaras do Woody Allen (sim, as máscaras também estiveram presentes em nosso movimento) ou de "cara limpa", os educadores seguiram em frente motivados por um sentimento comum: o direito à educação.

A LUTA DEVE SER CONTÍNUA E COTIDIANA. NÃO DESISTIREMOS. A NOSSA PAUTA É EXTENSA, URGENTE E SE FAZ NECESSÁRIA. 


Foto
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terça-feira, 25 de junho de 2013

O gigante nunca dormiu, apenas cresceu.

Fotografia de uma manifestação contra o aumento dos bondes, ocorrida em São Paulo em 1958. Fonte: https://pt-br.facebook.com/pages/PSOL-Niter%C3%B3i/226745290686260

Não é de hoje que a multidão ganha às ruas para lutar pelos seus direitos.  Aumento do custo de vida, luta pelos direitos civis, desacordos entre a política de Estado e o que a população espera dele. Vasculhando a internet em busca de notícias sobre os protestos que varreram o país nas últimas semanas, deparei-me com esta fotografia. Ela me fez lembrar uma pesquisa que realizei há alguns anos, sobre protestos que ocorreram no Brasil durante o governo Sarney.  Um deles em particular me chamou a atenção.  Ele aconteceu em Brasília, em 28/11/1986, logo após o anúncio do Plano Cruzado II.  Assim como ocorrido nos protestos nas últimas semanas na capital federal, os manifestantes também ocuparam a Esplanada dos Ministérios e “a ira popular” – como comumente era referenciada nos jornais – também acabou com cenas de violência, com carros incendiados, alguns feridos e inúmeros presos.
 Vinte e sete anos após este acontecimento, milhares de pessoas em diversas cidades brasileiras foram às ruas.  À frente dos protestos não mais a CUT ou o PT – que juntamente com outros partidos foram profundamente rechaçados nestas últimas manifestações, mas os movimentos sociais – horizontais e apartidários, mas não antipartidários (que fique claro). Da mesma forma que no passado, a alta do custo de vida - que estivera no cerne das manifestações naqueles recessivos anos 80, ainda são a tônica das manifestações de hoje, que assomadas às bandeiras das mais diversas, mas em especial: repúdio à corrupção, mais investimentos na saúde e educação e principalmente, mais participação nas decisões políticas do país que ainda persiste em manter suas instituições obstaculizadas e absortas em um arcaísmo que não mais os representa.  
Desde 1986 (e certamente bem antes disso), os princípios da democracia são colocados em pauta nestas manifestações. “A democracia é assim mesmo”, afirmava Eliane Cantanhede em sua coluna no JB em 1986, ao comentar os protestos. Nas manifestações de 2013, “a democracia” é reverenciada pela imprensa e pela classe política que categoricamente – e estrategicamente - declara o seu apoio aos protestos e por vezes até, acham-nos “bonitos”.
Bem, que os discursos sobre a “beleza da democracia” estão bem distantes da prática não é novidade para ninguém, mas o que assistimos nas últimas semanas no Rio de Janeiro beira a aberração: como falar em democracia diante de uma polícia treinada para atirar a esmo (vide não só manifestações no centro do Rio na última quinta-feira, mas a “ocupação” da polícia ocorrida esta noite na favela da Maré)? Como associar os princípios de um regime democrático de direito com uma polícia que prende para “averiguações” e que ainda afirma estar agindo “com inteligência”?
A falência das instituições políticas da democracia dita representativa é patente, mas o seu mal é remediável .  A população exige representação e os canais para isso devem incluir a sua participação direta. Um plesbicito para realizar uma reforma política no país é bem vindo e ela não se resume apenas em uma dúzia de palavras para arrefecer os ânimos. A preparação para tal deve começar hoje e agora; nas ruas e nas escolas, nas cidades, nos bairros e na sala de casa.  E não se enganem Josés Agripinos da vida, esta não é apenas uma discussão para congressistas ou parlamentares, ela também pertence – e acima de tudo pertence – a  todos nós.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Revolução Industrial (Estudo Dirigido)


REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
(Estudo Dirigido)

     No séc. XVIII surgiu na Inglaterra as primeiras indústrias do mundo. As antigas manufaturas vão dando lugar a fábricas capazes de produzir grande volume de mercadorias
      A moderna sociedade industrial começava a se estruturar. Surgiriam várias novidades: meio de transporte velozes, tecnologias avançadas, grandes cidades...
O economista inglês Adam Smith escreveu o livro A riqueza das nações refletindo o otimismo burguês em relação a indústria e o livre mercado.
    Os capitalistas enriqueceram rapidamente. Mas o proletariado, (trabalhadores assalariados) da indústria trabalhavam muito e recebiam pouco. Para lutar por seus direitos, organizaram os sindicatos e promoveram greves.

O pioneirismo inglês


           Como principal potência econômica do século XVII, a Inglaterra acumulou grandes riquezas. Assim, durante o século seguinte, o país possuía grande disponibilidade de capitais para aplicar na industrialização.
           Com isso, podemos apontar alguns fatores que fizeram com que a Inglaterra fosse a pioneira a realizar a sua Revolução Industrial.

- Acumulação Primitiva de Capital – O corsarismo (pirataria), o tráfico de escravos, o empréstimo de dinheiro a juros, o comércio ultramarino. Estes são apenas alguns fatores que fizeram com que a Inglaterra enriquecesse mais diante dos demais países. Esta Acumulação Primitiva de Capital ofereceu condições propícias para que a Inglaterra realizasse a sua Revolução Industrial.
- Revolução Gloriosa (1688-1689) – Esta Revolução estabeleceu a supremacia do Parlamento sobre a Monarquia, possibilitando maior participação da burguesia na vida política e econômica do país.
- Cercamento dos campos (enclouseres) – Nos séculos XVI e XVII, muitos nobres ingleses haviam expulsado milhares de camponeses de suas terras para transformá-las em pastagens para a criação de ovelhas, cuja lã era vendida como matéria-prima para a produção de tecidos. Este procedimento provocou uma grande migração de mão-de-obra do campo para as cidades, que ficou assim disponível para trabalhar nas futuras indústrias.
- Jazidas de carvão e ferro – A Inglaterra possuía em seu território grandes jazidas de carvão e ferro, matérias-primas indispensáveis à confecção de máquinas e geração de energia.

Os avanços da ciência e da tecnologia

           O capitalismo industrial estimulou os pesquisadores a aperfeiçoar a indústria. Eis algumas invenções deste período:
Ø  Máquina a vapor – aperfeiçoada pelo inglês James Watt, em 1765.
Ø  Locomotiva – inventada pelo inglês Stepheson, em 1825.
Ø  Barcos a vapor – inventado pelo norte-americano Fulton, em 1807 e aperfeiçoado pelo inglês Robert Wilson, em 1827.
Ø  Telégrafo – inventado pelo norte-americano Richard Morse, em 1844 e aperfeiçoado pelo inglês Robert Wilson, em 1827.
Ø  Fotografia – criada pelo francês Daguerre, em 1839.

Mão-de-obra barata

           A mão-de-obra das fábricas era constituída por antigos camponeses que haviam deslocado para as cidades, além de artesãos, que com o desenvolvimento industrial tiveram seus negócios arruinados. Eles formavam o grupo mais numeroso e pobre da população urbana.
        Os operários, inclusive mulheres e crianças, eram superexplorados: recebiam salários baixíssimos, as condições de trabalho eram extremamente duras e a jornada de trabalho podia chegar a 14 horas diárias. Além disso, eram proibidos de se associarem para reivindicar seus direitos.
     Como podemos verificar, as relações entre os proprietários das indústrias (alta burguesia) e os operários eram de exploração extrema. E forma essas relações que deram origem aos movimentos operários. Foi também a partir da constatação de profundas desigualdades sociais que vários pensadores sociais passaram a se opor ao liberalismo econômico.
          Eles propunham novas teorias de organização social, englobadas sob denominação de socialismo, que mais tarde serão imortalizadas no Manifesto Comunista (1848) escrito por Karl Marx e Frederich Engels.

Consequências da Revolução Industrial

-   maior divisão do trabalho
-   crescente urbanização
-   declínio do artesanato
-   consolidação do sistema capitalista de produção
-   expansão do colonialismo
-   desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação
-   surgimento do proletariado
-   difusão das idéias socialistas e do movimento sindical

Exercícios

1. Cite os fatores que levaram os pioneirismo inglês na Revolução Industrial.
2.   Explique como uma revolução polítca (Revolução Gloriosa) teve influência na Revolução Industrial.
3.   Associe a expulsão de camponeses de suas terras no campo e a produção de mão de obra barata nas cidades durante a Revolução Industrial inglesa.
4. Explique como a Inglaterra conseguiu reunir capital para “patrocinar” a sua Revolução industrial.
5. Cite três invenções da Revolução Indutrial.
6. Caracterize a vida do operariado inglês durante a Revolução industrial.
7.Os operários aceitavam pacificamente a superexploração a que eram submetidos? Justifique.
8. Cite quatro consequências da Revolução Industrial.