sábado, 26 de maio de 2012

Luzia: a primeira brasileira


A primeira brasileira

A reconstituição de um crânio
de 11 500 anos, o mais antigo
da América, revoluciona as teorias
sobre a ocupação do continente
Daniel Hessel Teich

A reconstrução, passo a passo

Fotos: Jean-Claude Bragard/BBC
FÓSSIL COPIADO  O crânio de Luzia, exposto no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, foi submetido a uma tomografia por uma equipe de pesquisadores ingleses. As imagens foram processadas emcomputador e o crânio foireconstruído de material sintéticoFACE DE ARGILA O novo crânio foi levado paraManchester, onde Richard Neave refez com argila a face de Luzia. Para modelar oqueixo e as bochechas usou camadas de massa que variaram entre 15 e 20 milímetros
A SURPRESA  O resultado foi umafisionomia com traços negróides. Luzia tinha olhos arredondados, nariz largo e queixo bastante proeminente. Detalhes como lábios e orelhas foram concebidos por aproximação com os tipos negróides atuais(africanos e aboríginesaustralianos)

Fonte:  http://veja.abril.com.br/250899/p_080.html
Alunos do 6º ano, postem aqui as suas descobertas sobre Luzia, o fóssil mais antigo encontrado nas Américas.
Para instigá-los ainda mais em suas buscas, assista os vídeos produzidos pela FAPESP sobre o sítio arqueológico de Pedro Leopoldo, em Lagoa Santa - MG, local onde Luzia foi encontrada. É interessante observar o trabalho minucioso dos arqueólogos. Confira!
http://www.youtube.com/watch?v=E62js1eT2t8
 http://www.youtube.com/watch?v=lV87WiG6vs4

7 comentários:

  1. NOME:Larissa Ferreira dos santos
    TURMA:1603
    SITE:http://www.portaldeconfins.com.br/destaque/luzia-a-primeira-brasileira


    A PRIMEIRA BRASILEIRA

    A reconstituição de um crânio de 11.500 anos, o mais antigo da América, revoluciona as teorias sobre a ocupação do continente

    Daniel Hessel Teich

    Luzia era uma mulher baixa, de apenas 1,50 metro de altura. Comparada aos seres humanos atuais, tinha uma compleição física relativamente modesta para seus 20 e poucos anos de idade. Sem residência fixa, perambulava pela região onde hoje está o Aeroporto Internacional de Confins, nos arredores de Belo Horizonte, acompanhada de uma dúzia de parentes. Não sabia plantar um pé de alface sequer e vivia do que a natureza agreste da região lhe oferecia. Na maioria das vezes se contentava com os frutos das árvores baixas e retorcidas, uns coquinhos de palmeira, tubérculos e folhagens. Em ocasiões especiais, dividia com seus companheiros um pedaço de carne de algum animal que conseguiam caçar. Eram tempos difíceis aqueles e Luzia morreu jovem. Foi provavelmente vítima de um acidente, ou do ataque de um animal, e não teve direito nem mesmo a sepultura. O corpo ficou jogado numa caverna, enquanto o grupo seguia em sua marcha errante pelo cerrado mineiro. Durante 11.500 anos, Luzia permaneceu num buraco, coberta por quase 13 metros de detritos minerais. Agora, passados mais de 100 séculos, a mais antiga brasileira está emergindo das profundezas de um sítio arqueológico para a notoriedade do mundo científico.

    Desenterrado em 1975, o crânio de Luzia é o mais antigo fóssil humano já encontrado nas Américas. Transportado de Minas Gerais para o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, permaneceu anos esquecido entre caixas e refugos do acervo da instituição. Foi ali que o arqueólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo, USP, o encontrou alguns anos atrás. Ao estudá-lo, fez descobertas surpreendentes. Os traços anatômicos de Luzia nada tinham em comum com o de nenhum outro habitante conhecido do continente americano. A medição dos ossos revelou um queixo proeminente, crânio estreito e longo e faces estreitas e curtas. De onde teria vindo Luzia? Seria ela remanescente de um povo extinto, que ocupou a América há milhares e milhares de anos e acabou dizimado em guerras ou catástrofes naturais? A hipótese de Walter Neves acaba de ser reforçada por um trabalho feito na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Com a ajuda de alguns dos mais avançados recursos tecnológicos, os cientistas ingleses reconstituíram pela primeira vez a fisionomia de Luzia. O resultado é uma mulher com feições nitidamente negróides, de nariz largo, olhos arredondados, queixo e lábios salientes. São características que a fazem muito mais parecida com os habitantes de algumas regiões da África e da Oceania do que com os atuais índios brasileiros.

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  2. Luzia era uma mulher baixa, de apenas 1,50 metro de altura. Comparada aos seres humanos atuais, tinha uma compleição física relativamente modesta para seus 20 e poucos anos de idade. Sem residência fixa, perambulava pela região onde hoje está o Aeroporto Internacional de Confins, nos arredores de Belo Horizonte, acompanhada de uma dúzia de parentes. Não sabia plantar um pé de alface sequer e vivia do que a natureza agreste da região lhe oferecia. Na maioria das vezes se contentava com os frutos das árvores baixas e retorcidas, uns coquinhos de palmeira, tubérculos e folhagens. Em ocasiões especiais, dividia com seus companheiros um pedaço de carne de algum animal que conseguiam caçar. Eram tempos difíceis aqueles e Luzia morreu jovem. Foi provavelmente vítima de um acidente, ou do ataque de um animal, e não teve direito nem mesmo a sepultura. 0 corpo ficou jogado numa caverna enquanto o grupo seguia em sua marcha errante pelo cerrado mineiro. Durante 11500 anos, Luzia permaneceu num buraco, coberta por quase 13 metros de detritos minerais. Agora, passados mais de 100 séculos, a mais antiga brasileira esta emergindo das profundezas de sítio arqueológico para a notoriedade do mundo científico.

    Desenterrado em 1975, o crânio de Luzia é o mais antigo fóssil humano já encontrado nas Américas. Transportado de Minas Gerais para o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, permaneceu anos esquecido entre caixas e refugos do acervo da instituição. Foi ali que o arqueólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo, USP, o encontrou alguns anos atrás. Ao estudá-lo, fez descobertas surpreendentes. Os traços anatômicos de Luzia nada tinham em comum com o de nenhum outro habitante conhecido do continente americano. A medição dos ossos revelou um queixo proeminente, crânio estreito e longo e faces estreitas e curtas. De onde teria vindo Luzia? Seria ela remanescente de um povo extinto, que ocupou a América há milhares e milhares de anos e acabou dizimado em guerras ou catástrofes naturais? A hipótese de Walter Neves acaba de ser reforçada por um trabalho feito na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Com a ajuda de alguns dos mais avançados recursos tecnológicos, os cientistas ingleses reconstituíram pela primeira vez a fisionomia de Luzia. 0 resultado é uma mulher com feições nitidamente negróides, de nariz largo, olhos arredondados, queixo e lábios salientes. São características que a faz muito mais parecida com os habitantes de algumas regiões da África e da Oceania do que com os atuais índios brasileiros.



    nome:yuri rodrigues simas de carvalho


    bibliografia

    http://contextopolitico.blogspot.com.br/2008/09/histria-histria-de-luzia.ht



    turma:1606


    professora:luciana

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  3. Ao estudar a morfologia craniana de Luzia, Neves encontrou traços que lembram os atuais aborígines da Austrália e os negros da África. Ao lado do colega argentino Héctor Pucciarelli, do Museo de Ciencias Naturales de la Universidad de La Plata, Neves formulou a teoria de que o povoamento das Américas teria sido feito por duas correntes migratórias de caçadores-coletores, ambas vindas da Ásia, provavelmente pelo estreito de Bering através de uma língua de terra chamada Beríngia (que se formou com a queda do nível dos mares durante a última idade do gelo).
    Cada corrente migratória, no entanto, era composta por grupos biológicos distintos. A primeira, os chamados aborígenes americanos, teria ocorrido 14 mil anos atrás e os membros teriam aparência semelhante aos de Luzia. O segundo grupo teria sido o dos povos mongoloides, há cerca de 11 mil anos, dos quais descendem atualmente todas as tribos indígenas das Américas. Luzia possui cranio arredondado como o dos mongoloides e não tem o occipital saliente dos negroides, tal como tem leve braquicefalia como os mongoloides, ou seja, parece um tipo intermediário entre pigmoides e mongoloides, do mesmo modo que os australoides são a fusão de vários elementos do paleolítico superior e inferior, e mesmo os congoides de cranio arredondado possuem influencias residuais mongoloides de possíveis contactos pelo Indico com navegadores antigos asiáticos que inclusive colonizaram Madagascar a parte da costa leste africana, sendo fácil notar mongolização em povos da Africa Oriental e mesmo de outras regiões via repasse autossómico indirecto. Do mesmo modo na América do Norte foram encontrados povos tais como o de Kenewiki que possuem feições intermediarias entre mongoloides e caucasoides tão ou mais antigos que Luzia. O que indica que a maré mongoloide mais recente deve ter extinto estes povos anteriores de feições caucasoides e mongo-pigmoides em algum momento do paleolítico superior final.
    O que mais dificulta hoje em dia analisar o DNA dos ameríndios é que muitos por mais isolados que aparentem estar hoje em dia durante os séculos da colonia foram muitas vezes tocados por expedições de bandeiras espanholas, portuguesas e de colonos independentes que levavam as vezes escravos a exemplo de um pequeno quilombo no Mato Grosso da época da mineração, o que indica que os luso-paulistas bandeirantes não usavam apenas mão de obra ameríndia, mas também mista, o que de facto compromete muito das analises genómicas ja que estas podem estar anacronicamente não mais puras como o eram antes de tais entradas aos Sertões do interior sul-americano.

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    1. João Pedro, ficou faltando você se identificar, além de inserir a bibliografia.Bjs

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  4. Luzia foi o nome que recebeu do biólogo Walter Alves Neves o fóssil humano mais antigo encontrado nas Américas, com cerca de 11.400 a 16.400 anos[1] e que reacendeu questionamentos acerca da teorias da origem do homem americano. [2]

    Este crânio de uma mulher, com cerca de 20 anos, foi encontrado no início dos anos 70 pela missão arqueológica franco-brasileira, chefiada pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire (1917-1977). O crânio foi achado em escavações na Lapa Vermelha, uma gruta na região de Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, famosa pelos trabalhos do naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880), que lá descobriu, entre 1835 e 1845, milhares de fósseis de animais extintos do período Pleistoceno - além de 31 crânios humanos em estado fóssil - no que passou a ser conhecido como o Homem da Lagoa Santa. Tinha habitos de comer plantas, frutas, raizes e raramente carne.[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Luzia_%28f%C3%B3ssil%29

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  5. Nome:Mariana Batista
    T:1603
    Site:http://fotolog.terra.com.br/landeira:108

    Luzia: A primeira mulher brasileira.
    Ao que tudo indica, a América foi o último continente a ser conquistado pela nossa espécie. Mas quando e como os primeiros homo sapiens chegaram ao nosso continente permanece ainda motivo de debate. A teoria mais tradicional, é conhecida como a “Cultura de Clóvis”. Batizada em homenagem ao sítio arqueológico localizado no Novo México, EUA, esta teoria propõe que os primeiros homo sapiens chegaram à América cerca de 10 mil anos atrás. As feições destas pessoas eram mongolóides - ancestrais dos índios atuais – e certamente chegaram à América cruzando o estreito de Bering.

    Entretanto, descobriu-se no Brasil, na região de Lagoa Santa, na Grande Belo Horizonte, MG, onde hoje é o aeroporto internacional de Confins, o mais antigo fóssil humano já encontrado nas Américas. Apelidada de Luzia, o fóssil apresenta traços totalmente diferentes dos atuais índios e consequentemente dos mongolóides. Trata-se de uma mulher com feições negróides. Conforme afirma Walter Neves (1) “Quando comparamos a morfologia craniana desses esqueletos com o banco de dados, eles se parecem muito mais com australianos e africanos do que com as populações siberianas e as populações indígenas atuais".

    Estes primeiros seres humanos provavelmente morreram ao terem se enfrentado com populações indígenas. Entretanto, permanece a dúvida de como estes primeiros seres humanos, não-mongolóides chegaram à América. Acredita-se que houveram diferentes ondas migratórias vindas da Ásia. A primeira, ainda sem características mongolóides e com feições negróides por não terem se diferenciado na Ásia, chegou à América em torno de 15 mil anos atrás. A demais, já com características mongolóides, vieram em seguida, cerca de 10 mil anos atrás.

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  6. Muito bom gostei um trabalho curto e ótimo :)

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