quarta-feira, 13 de março de 2013

Mulheres iluministas (8º ano)

             "As mulheres têm o direito a ter os seus representantes, e vez de serem governadas arbitrariamente, sem que sejam diretamente tomadas em consideração nas deliberações do governo".

(Mary Wollstonecraft Shelly)



        Mary Wollstonecraft nasceu em Londres, em 1759 e faleceu em 1797, com apenas 38 anos de idade. Devido à opressão vivida junto ao lar paterno, Mary saiu de casa aos 18 anos, adquiriu independência econômica através de emprego, assumiu uma união sem casamento e teve uma filha. 
       Para além de suas desventuras de uma mulher independente que vivia indubitavelmente, "à frente do seu tempo", Mary se destacou como escritora, pensadora e acima de tudo, defensora dos direitos das mulheres em um momento em que se falava apenas dos "diretos dos homens".    
       Em seu livro - "Vindication of the Rights of Woman (1790)", Mary defendia a independência econômica feminina, tecia críticas às leis e à educação formal da época e discursava a favor da igualdade de oportunidades entre os sexos. 
         Leitora de Rosseau e Locke e de outros pensadores iluministas e reformistas,  Mary Wollstonecraft foi uma das precursoras do feminismo.
        Aproveitando que estamos em março - mês internacionalmente conhecido como de homenagem às mulheres - e que estamos abordando o Iluminismo em sala de aula, vamos pesquisar mais sobre estas "mulheres iluministas"? Abaixo, segue uma pequena lista de alguns nomes possíveis, mas fiquem à vontade para pesquisar outros. Ah! E não esqueçam de colocar a bibliografia no final, ok?!

- Mary Astell
Catharine Macaulay
- Adília Maia Gaspar
- Olympe Gouges
- Marquesa de Chatêlet

Boas pesquisas!
  
Bibliografia:

http://www.liberal-social.org/mary-wollstonecraft
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Wollstonecraft
AMARAL, A. João Seabra do. O sussurro e o grito em Mary Wollstonecraft. Escola Secundária João Gonçalves Zarco. Disponível emhttp://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/4216.pdf
GOMES, Anderson Soares. Mulheres, sociedade e iluminismo: o surgimento de uma filosofia protofeminsita na Inglaterra do séc. XVIII. Matraga, rio de janeiro, v.18 n.29, jul./dez. 2011. Disponível em: 

18 comentários:

  1. Muito intelectuais e politicos não concordavam com a participação feminina nas discussões politicas e filosóficas e era um tipo de preconceito onde o sexo feminino lidavam com triavialidades,pois não foram feitas para raciocinar ,mais para sentir.

    Aluna:Ester f. lima turma:1806 N:13

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. "Mary Astell nasceu em Newcastle, em 12 de Novembro de 1666.Seus pais tiveram outros dois filhos, William,que morreu mais novo, e Peter, seu irmão caçula.Sua família era de classe média alta e viveu em Newcastle em toda a sua infância. Seu pai era um conservador monarquista que geria uma empresa de carvão.Como uma mulher, Mary recebeu nenhuma educação formal, embora ela tivesse recebido educação informal a partir de seu tio, um ex-clérigo que o envolvimento com alcoolismo ocasionou sua suspensão da Igreja da Inglaterra. O pai morreu quando ela tinha doze anos, sem deixar pra ela uma herança.Com o restante das finanças da família investiu no ensino superior do seu irmão, Maria e sua mãe mudaram-se para viver com a tia Mary.
    Após a morte de sua mãe e tia em 1688, Mary se mudou para Londres. Sua localização em Chelsea Astell significava que teve a sorte de se familiarizar com um círculo de obras literárias e influentes mulheres, que ajudou no desenvolvimento e na publicação de seu trabalho. Ela esteve também em contato com o Arcebispo de Cantuária, William Sancroft, que era conhecido pelas suas obras de beneficência; Sancroft assistiu Astell financeiramente e ainda a apresentou à sua editora.
    Astell morreu em 1731, poucos meses depois de uma mastectomia para remover um cancro da mama direita. Em seus últimos dias, ela se recusou a ver seus conhecidos e ficou em uma sala pensando somente de Deus. Ela atualmente é lembrada por sua capacidade de debater livremente com tantos contemporâneos homens e mulheres, e particularmente o seu inovador método de negociação da posição da mulher na sociedade através do debate filosófico, em vez de basear seus argumentos em provas históricas como já tinha sido tentada. A teoria do dualismo de Descartes, mente e corpo, permitiu Astell para promover a ideia de que tanto mulheres como homens foram abençoados com a razão e, posteriormente, eles não deveriam ser tratados tão mal."

    Nome:Caio Antunes Fernandes Dos Reis Nº:6 Turma:1801

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    1. Caio,

      Legal a sua participação! Mas, cadê a bibliografia???

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  4. MARQUESA DE CHATÊLET
    O seu nome aparece ligado ao de Newton pois foi ela que fez a única e excelente tradução do latim para francês dos Principia, publicada em 1759 já depois da sua morte.

    Nasceu em França durante o reinado de Luís XIV na classe aristocrata. Desde criança que mostrava grande curiosidade e desejo de saber. Os pais rodearam os filhos com um ambiente propício ao conhecimento. Gabrielle mostrou capacidades raras e uma grande inteligência. Aos dez anos já tinha lido Cícero e estudado matemáticas e metafísica, aos doze falava inglês, italiano, espanhol e alemão e traduzia textos do latim e do grego. Estudou Descartes, foi uma cartesiana pura, como forma de conhecimento só conhecia a dedução.

    Aos 19 anos casou com o Marquês de Châtelet-Lamon de 30 anos e teve três filhos. Aos 27 anos, depois do nascimento do terceiro filho, voltou a frequentar a corte de Versalhes que sempre a tinha encantado.

    Devido à sua posição podia beneficiar do apoio de bons professores, alguns dos quais matemáticos como Maupertuis ( conhecido pela expedição ao polo norte para fazer medições e provar que, como dizia Newton, a terra era achatada nos pólos ). Na altura dessa viagem recebeu lições de Clairaut a quem chamou "o seu mestre em geometria e o seu iniciador em astronomia", foi ainda aluna de Koenig.

    nome:Livia da conceição ferreira da silva tuma:1804
    fonte: http://matedanse.no.sapo.pt/pagina11.htm

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  5. "Marie Gouze nasceu em uma família pequeno-burguesa em 1748 em Montauban, Tarn-et-Garonne, no sudoeste da França. Seu pai era açogueiro, sua mãe, lavadeira. Entretanto, ela acreditava ser filha legítima de Jean Jacques Lefranc; a rejeição no reconhecimento dessa paternidade influenciou sua defesa apaixonada dos direitos das crianças ilegítimas.

    Casou-se jovem em 1765 com Luis Aubry de quem teve um filho, Pierre. Enviuvou logo depois e, em 1770, transferiu-se para Paris onde adotou o pseudônimo de Olympe des Gouges.

    Pelas pinturas remanescentes, era uma mulher de notável beleza. Em torno de 1784 (ano da morte de seu suposto pai biológico), começou a escrever ensaios, manifestos e iniciou ações de cunho social.

    Em 1774, escreveu uma peça de teatro anti-escravagista L'Esclavage des Nègres. Pelo fato de ser sido escrito por uma mulher e do assunto controvertido, tal obra somente foi publicada em 1789, no início da Revolução Francesa. Mesmo assim, Olympe demonstrou sua combatividade na luta incessante, porém, sem sucesso, pela encenação da peça. Ao mesmo tempo, escreveu obras feministas relacionadas aos temas dos direitos ao divórcio e às relações sexuais fora do casamento.

    Como apaixonada advogada dos direitos humanos, Olympe de Gouges abraçou com destemor e alegria a deflagração da Revolução. Mas logo se desencantou com a constatação de que a fraternité da Revolução não incluía as mulheres no que se refere à igualdade de direitos.

    Em 1791 ela ingressou no Cercle Social— uma associação cujo objetivo principal era a luta pela igualdade dos direitos políticos e legais para as mulheres. Reunia-se na casa da conhecida defensora dos direitos das mulheres Sophie de Condorcet. Foi aí que Olympe expressou pela primeira vez sua famosa assertiva: "a mulher tem o direito de montar o seu palanque".

    No mesmo ano, em resposta à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, ela escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. Logo depois, escreveu o Contrato Social, nome inspirado na famosa obra de Jean-Jacques Rousseau, propondo o casamento com relações de igualdade entre os parceiros.

    Por se envolver ativamente nas questões que lhes pareciam injustas, como a condenação à morte de Luis XVI, por ser contra a pena de morte, e desapontada em suas expectativas, passou a escrever com mais e mais veemência. Em 2 de junho de 1793, os Jacobinos prenderam os Girondinos e seus aliados, enviando-os em seguida à guilhotina. Nesse mesmo ano, Olympe escreveu a peça Les trois urnes, ou le salut de la Patrie, par un voyageur aérien e, por causa dela, foi presa. A peça demandava a realização de um plebiscito para escolher uma das três formas potenciais de governo: República indivisível, Governo federalista e Monarquia constitucional. Os Jacobinos, que já haviam executado uma rainha, não estavam dispostos a tolerar a defesa dos direitos das mulheres: exilaram Sophie de Condorcet e, um mês depois, em 3 de novembro de 1793, guilhotinaram Olympe de Gouges."

    Nome:Luisa Gabriella da Silva Lima
    Nº:20 Turma:1801
    Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Olympe_de_Gouges

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  6. No início do século XVIII, vários filósofos iluministas franceses começaram a fazer reflexões sobre as mulheres e a sua condição social. Na cidade de Paris, diversas mulheres da elite parisiense passaram a organizar reuniões de intelectuais e pensadores para debater ideias, autores e pensamentos políticos e filosóficos. Os debates propostos pelas mulheres intelectuais de Paris tiveram o caráter de debate livre (temas, ideias).

    Muitos intelectuais e políticos não concordavam com a participação feminina nas discussões políticas e filosóficas. Um grande exemplo dessa intolerância em relação ao gênero feminino foi o barão de Holbach, que exerceu grande influência entre os intelectuais de Paris. O barão liderou por muito tempo um dos mais famosos círculos intelectuais da década de 1770 na capital francesa.

    O principal argumento utilizado por Holbach era que as mulheres baixavam o tom e a seriedade e responsabilidade das discussões, ou seja, com a presença feminina nos salões intelectuais, o debate estaria fadado a não acontecer ou a acontecer de forma “rasa”, sem profundas reflexões.

    Outro filósofo iluminista que tecia duras críticas às mulheres era Jean-Jacques Rousseau. Segundo ele, as mulheres não estavam presentes no contrato social, assim, os homens teriam o domínio sobre as mulheres e as crianças, ou seja, Rousseau defendeu a tese da família patriarcal como a família natural.

    Immanuel Kant, um dos maiores filósofos iluministas, defendeu uma tese próxima a de Rousseau, pois acreditava que a diferença entre sexo masculino e feminino era simplesmente natural. Para ele, as mulheres lidavam com trivialidades, pois não foram feitas para raciocinar, mas para sentir.

    Uma das principais feministas do século XVIII foi a inglesa Mary Wollstonecraft. Ela defendeu a revolução dos costumes femininos para garantir a dignidade feminina que havia sido perdida. Wollstonecraft ridicularizava e criticava veementemente as ideias e pensamentos sobre as mulheres dos filósofos iluministas. Seu principal objetivo era demonstrar que a sociedade patriarcal havia corrompido e ridicularizado as mulheres e que dos homens surgiu grande parte das “loucuras” femininas.
    aluna:ester turma:1806 :13
    http://www.alunosonline.com.br/historia/mulheres-as-ideias-iluministas.html

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    1. Ester, agora a sua pesquisa está mais informativa. Porém, você começou mencionando o Barão de Holbach, que era justamente um HOMEM que NÃO concordava com a participação das mulheres nos debates iluministas. Como a pesquisa é sobre as mulheres iluministas, acho que ficou um pouco destoado.Mas, tá valendo, ok?

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  7. Mary Astell

    "Mary Astell nasceu em Newcastle,em 12 de Novembro de 1666. Seus pais tiveram outros dois filhos, William , que morreu na infância, e Peter , seu irmão mais novo. Sua família era de classe média alta e viveu em Newcastle em toda a sua infância. Seu pai era conservador monarquista que geria uma empresa de carvão. Como uma mulher, Mary recebeu nenhuma educação formal , embora ela tivesse recebido educação informal a partir do seu tio, um ex-clérigo cujo envolvimento com alcoolismo ocasionou sua suspenção de Igreja da Inglaterra. O pai morreu quando ela tinha doze anos, sem deixar-lhe um dote. Com o restante das finanças da família investiu no ensino superior do seu irmão. Maria e sua mãe mudaram-se para viver com a tia Mary.
    Após a morte de sua mãe e tia em 1688, Mary se mudou para londres. Sua localização em Chelsea Astell significa que teve a sorte de se familiarizar com um círculo de obras literárias e influentes mulheres (incluindo Lady Mary Chudleigh, Elizabeth Thomas, Judith Drake, Elizabeth Elstob, e Lady Mary Wortley Montagu), que me ajudou no desenvolvimento e na publicação de seu trabalho. Ela esteve também em contato com o Arcebispo de Cantuária, William Sancroft, que era conhecido pelas suas obras de beneficêcia; Sancroft assistiu Astell financeiramente e ainda a apresentou à sua editora.
    Astell morreu em 1731, poucos meses depois de uma mastectomia para remover um cancro da mama direita. Em seus últimos dias, ela se recusou a ver seus conhecidos e ficou em uma sala pensando somente de Deus. Ela atualmente é lembrada por sua capacidade de debater livremente com tantos contemporâneos homens e mulheres, e particularmente o seu inovador métado de negociação da posição da mulher na sociedade através do debate filosófico (Descartes foi uma influêcia especial), em vez de basear seus argumentos em provas históricas como já tinha sido tentada. A teoria do dualismo de Descartes, mente e corpo, permitiu Astell para promover a ideia de que tanto mulheres como homens foram abençoados com a razão e, posteriormente, eles não deveriam ser tratados tão mal"
    Nome: Carine
    Turma:1801
    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Astell

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  8. Maria Astell nasceu em Newcastle, em 12 de Novembro de 1666. Seus pais tiveram outros dois filhos, William, que morreu na infância, e Peter, seu irmão mais novo. Sua família era de classe média alta e viveu em Newcastle em toda a sua infância. Seu pai era um conservador monarquista que geria uma empresa de carvão. Como uma mulher, Mary recebeu nenhuma educação formal, embora ela tivesse recebido educação informal a partir de seu tio, um ex-clérigo cujo envolvimento com alcoolismo ocasionou sua suspensão da Igreja da Inglaterra. O pai morreu quando ela tinha doze, sem deixar-lhe um dote. Com o restante das finanças da família investiu no ensino superior do seu irmão, Maria e sua mãe mudaram-se para viver com a tia Mary.
    Após a morte de sua mãe e tia em 1688, Mary se mudou para Londres. Sua localização em Chelsea Astell significava que teve a sorte de se familiarizar com um círculo de obras literárias e influentes mulheres (incluindo Lady Mary Chudleigh, Elizabeth Thomas, Judith Drake, Elizabeth Elstob, e Lady Mary Wortley Montagu), que ajudou no desenvolvimento e na publicação de seu trabalho. Ela esteve também em contato com o Arcebispo de Cantuária, William Sancroft, que era conhecido pelas suas obras de beneficência; Sancroft assistiu Astell financeiramente e ainda a apresentou à sua editora.
    Astell morreu em 1731, poucos meses depois de uma mastectomia para remover um cancro da mama direita. Em seus últimos dias, ela se recusou a ver seus conhecidos e ficou em uma sala pensando somente de Deus. Ela atualmente é lembrada por sua capacidade de debater livremente com tantos contemporâneos homens e mulheres, e particularmente o seu inovador método de negociação da posição da mulher na sociedade através do debate filosófico (Descartes foi uma influência especial), em vez de basear seus argumentos em provas históricas como já tinha sido tentada. A teoria do dualismo de Descartes, mente e corpo, permitiu Astell para promover a ideia de que tanto mulheres como homens foram abençoados com a razão e, posteriormente, eles não deveriam ser tratados tão mal"


    Nome:Vitoria Maximo Barbosa dos Santos
    Turma:1801
    Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Mary_Astell

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    1. Vitória, a sua pesquisa está igual da Carine! Eu sei, eu sei... ambas tiraram da Wikipedia. Porém, a Carine postou primeiro, não é mesmo? Creio que depois deste comentário você queira saber se está valendo o ponto extra. Sim! Tá valendo, ok?!

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  9. Alunos do 8º ano,

    Parabéns pelas pesquisas! Se quiserem, fiquem à vontade para comentar as publicações dos colegas (com elogios e críticas construtivas, ok?!). Afinal, este blog é NOSSO.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. O pensamento iluminista foi responsável por uma profunda mudança no modo de pensar do homem europeu do século XVIII.
    Em torno de um pensamento abstrato e teológico
    ele contrapõe um pensamento baseado na razão.
    A resposta sobre a problemática humana deve ser
    buscada na razão, não em Deus.

    Os pensadores iluministas teorizavam, debatiam e concluíam que somente a partir do uso
    da razão, os homens atingiriam o progresso político, social, material, etc

    "Para a maior parte dos filósofos iluministas á mulher faltava a razão ou, na melhor das
    hipóteses, possuíam um raciocínio inferior.

    Segundo eles, não existem mulheres capazes de invenção, elas estão excluídas da
    genialidade, ainda que possam ter acesso e algum sucesso no campo da literatura e em
    certas ciências menores.

    Essa incapacidade é baseada numa psicologia"natural". A mulher é um ser da paixão e
    da imaginação, não do conceito.

    Rosseau até acreditava que a mulher não fosse totalmente desprovida de razão, mas
    essa faculdade é, na mulher, mais simples e elementar do que nos homens e devem
    cultiva-la apenas para assegurar o cumprimento de seus deveres naturais (obedecer
    ao marido, ser-lhe fiel, cuidar da casa e dos filhos, etc).

    Segundo Rosseau, a mulher mantém-se perpetuamente na infância; ela é incapaz de ver
    tudo que é exterior ao mundo fechado da domesticidade que a natureza lhe legou, e daí
    resulta que ela não pode praticar as "ciências exatas".

    A única ciência, para além dos seus deveres domésticos, que ela deve conhecer é a dos
    homens que a rodeiam e, essencialmente, a do seu marido, e que é baseada no sentimento.

    O mundo doméstico – afirma Rosseau – é o livro das mulheres, e não há necessidade
    de qualquer outra leitura. A incapacidade de raciocinar como o homem gera na mulher a impossibilidade de compreenderem assuntos de ordem religiosa: é por essa razão que a
    filha deve ter a religião do pai e toda a mulher a do seu marido. A procura das verdades
    abstratas e especulativas, os estudos filosóficos e matemáticos não estão ao alcance do
    raciocínio das mulheres. Os seus estudos devem estar relacionados á prática; a elas cabe
    aplicar as soluções e propostas que o homem, com sua mente privilegiada, descobriu.
    Uma das preocupações do "século das luzes" é pensar a diferença feminina, diferença
    sempre marcada pela inferioridade. Trata-se de conferir ás mulheres apenas
    papéis sociais: esposa, mãe, dona de casa.....É por essa função
    doméstica que a mulher pode, de algum modo, ser cidadã.
    Mas cidadã sem a competência para se envolver em política, cuja
    análise só poderia estar ao alcance dos homens. Podemos dizer
    que a ideologia mais representativa do século XVIII consiste
    em considerar que o homem é a causa final da mulher.

    Fonte: http://www.eduquenet.net/mulheriluminista.htm

    Nome: Beatriz Martins
    Número: 4
    Turma:1801

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  12. Marquesa de Châtelet
    Dama da nobreza francesa nascida em Hôtel de Breteuil, Paris, uma das primeiras pessoas que explicou o cálculo de Newton e o de Leibniz e sempre debateu sobre a comparação entre a filosofía natural newtoniana e o covitalismo de Lebniz. Descendente de uma ilustre, nobre e rica família francesa, era filha do Barão De Breteuil, então Introdutor de Embaxadores da corte do rei Luis XIV de França, em Versailles. Muito inteligente, recebeu excelente educação por parte de seus preceptores e tutores no castelo de Breteuil, e sempre demonstrou grande facilidade em aprender línguas, ciências e matemática. Aos doze anos lia, falava e escrevia fluentemente alemão, latim e grego e passava a maior parte de seu tempo trancada em seus aposentos, estudando. Também possuía talento artístico e adorava dançar, tocar clavicórdio e cantar árias de ópera, fazia teatro e, nas horas vagas, practicava equitação. Aos 19 anos, casou-se por conveniencia com o Marquês Florent-Claude Du Châtelet-Lomont, nobre cavaleiro e oficial do Exército de Sua Cristianísima Majestade. Após três filhos o casamento foi desfeito em comum acordo, pois ela não se adaptou a vida militar do marido, arredia aos salões da vida na corte de Versailles. Aos 24 anos teve por amante Louis François Armand de Vignerot Du Plessis, terceiro duque de Richelieu (1696-1788) por cerca de um ano e meio e com quem aprofundou seus conhecimentos em literatura e filosofía. Em seguida começou a estudar geometria com o matemático, astrônomo e físico da Academia de Ciencias, Moreau de Maupertuis, um ardente defensor das teorias de Newton. Conheceu Voltaire (1733), dez anos mais velho que ela, com quem manteria um longo romance e realizaria um grande número de experimentos. Ele a aproximou do Duque de Richelieu e viabilizou sua introdução nos meios científicos e do governo. Participou (1737) de um concurso da Academia das Ciencias de França, para o melhor ensaio sobre a natureza do fogo. Fez uma revisão da teoria gravitacional de Newton que publicou no Journal des Savants um ano mais tarde. Escreveu um texto de física em francês, intitulado Institucións de Física, publicado de forma anónima (1740). Grávida de um de seus amantes, Jean-François, Marquês de Saint-Lambert (1716-1803), iniciou (1745) uma tradução comentada do Principi de Newton, porém só publicada postumamente dez anos depois (1759). Como prevendo uma fatalidade, termina a tradução pouco antes de dar a luz a uma filha no Palacio Ducal de Lunéville. Faleceu poucos dias depois de problemas pós parto e o rei polonês Estanislao I ordenou que se fizessem funerais nacionais em sua honra, e foi sepultada na catedral de Lunéville. Para completar o seu trágico romance de menos de dois anos com o capitão Saint-Lambert, a criança também não sobreviveu. Marquesa de Châtelet faleceu no dia 10 de setembro de 1749 aos 42 anos de idade.
    Fonte: http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_1704.html
    Nome: Vitória Azevedo de Oliveira
    Numero: 37 Turma:1801

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  13. por Tággidi Ribeiro

    Não só as religiões trataram de produzir discursos que, digamos assim, 'esquentassem a chapa' das mulheres. Desde nos dividir entre santas e putas e nos culpar por sermos estupradas a nos obrigar a pagar (com nossos corpos) dívidas de outros homens da casa - as religiões complicaram e muito as nossas vidas. As tais não são, contudo, as únicas culpadas (para usar vocábulo apropriado) por termos sido massacradas* ao longo da história. Não só os religiosos, mas também alguns (muitos) filósofos fizeram o favor de tentar justificar o tratamento vilipendioso dado às mulheres.

    No livro A Representação das Mulheres no Discurso dos Filósofos: Hume, Rousseau, Kant e Condorcet, a portuguesa Adília Maia Gaspar reúne textos desses quatro filósofos iluministas sobre a mulher. Que ninguém pense em relativizar historicamente o pensamento desses homens (brincando sério): são todos contemporâneos e ainda assim têm visões distintas acerca do valor da mulher na construção da sociedade e como ser humano. O chato, na verdade, é saber que as ideias mais machistas foram as que mais ganharam adesão, sendo publicizadas pelos grandes meios e repetidas à exaustão pelos ogros de hoje.


    Kant
    "Mulher tem que ser bonita" - agora o povo do boteco vai poder falar de boca cheia que quem disse isso foi Kant. Bem, ele não disse exatamente dessa forma - ele separou os gêneros em belo e nobre. A mulher (o belo sexo), segundo Kant, é naturalmente mais bela que o homem e pouco capaz de pensar. O homem (o sexo nobre) é naturalmente mais dado à filosofia que a mulher, e nem de longe tão belo. Para que os pares não parecessem muito díspares, Kant recomendava à mulher ganhar algum verniz intelectual; ao homem, recomendava que estivesse limpo e arrumadinho.


    Rousseau
    "Lugar de mulher é na cozinha" - Rousseau dizia que as mulheres tinham uma tendência natural a obedecer. Se elas eram mais fracas fisicamente, isso era sinal de que deviam ser submetidas aos homens (interessante o filósofo que questiona o direito da força dizendo isso, não?). Já que as mulheres tinham nascido dóceis e fracas, Rousseau achava que elas deviam ser ensinadas a serem boazinhas, agradáveis e a cuidarem da casa.

    fonte:
    http://subvertidas.blogspot.com.br/2012/11/os-filosofos-iluministas-e-mulher.html

    Nome:
    Rebeca Ramos Martins

    Numero : 29 Turma : 1801

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  14. Aluna: Manoela Linhares de Oliveira
    Número: 21
    Turma: 1801

    Segundo Serras:

    "Na esteira do mote baconiano “Saber é Poder”, algumas mulheres conseguiram aceder às ideias iluministas quer no que respeita ao acesso ao conhecimento como Margaret Cavendish, que deixou obra filosófica e científica, ou Mary Astell cuja dedicação pelo estudo, aliada ao desejo de uma maior autonomia para as suas contemporâneas, a levou a preconizar a criação de uma academia feminina, ou ainda Lady Mary Wortley Montagu, que terá aprendido latim de forma autodidáctica e cujas viagens à Turquia redundariam num legado epistolográfico em que a observação atenta de outra cultura se constrói com rigor e sensibilidade." (SERRAS, 2004, p.53)

    A pretensão do presente trabalho é tratar brevemente sobre a vida e obra de Lady Mary Montagu, fazendo menção aos pontos mais significativos de sua trajetória.

    Lady Mary Montagu era filha do Duque de Kingston e amiga da principal defensora dos direitos das mulheres da época, Maria Astell. Teve dois pretendentes para se casar, estes eram Edward Montagu e Wortley Clotworthy Skeffington. Apesar de não amá-los e gostar de outra pessoa que não foi identificada pela história, diante da obrigação que o pai decretou de casá-la com Skeffington, resolveu fugir e se casar com Montagu,com quem teve dois filhos.

    É famosa por suas cartas e pela vacina contra Varíola. Há inúmeras cartas que foram consideradas extravagantes na época. Antes de ir para o Oriente conheceu Alexander Pope e durante a sua ausência, ele escreveu-lhe uma série de cartas extravagantes. Lady Mary também manteve trocas de cartas com o Papa. Sua amiga Lady Louisa Stuart afirmam que em uma destas cartas o Papa fez uma declaração de amor. O que gerou um escândalo, mas Lady Mary sempre se apresentou como inocente diante de todas as causas de escândalos públicos. Tinha uma correspondência romântica com um francês chamado Rémond, que a dirigiu uma série de cartas excessivamente galantes antes mesmo de vê-la.

    Deixou o marido e foi para o exterior, e apesar de continuarem a escrever para si em termos afetivos e respeitosos, nunca se encontraram de novo. Edward trabalhava longe de casa, deixando Mary para criar seus filhos, e ela finalmente se divorciou dele. Ela trocou cartas de amor muitos com Francesco Algarotti , Conde Algarotti, competindo com uma igualmente ferido John Hervey de afetos do Conde, mas nunca se casou novamente.

    Sofreu com a doença da varíola, o que acabou atingindo sua beleza. Ao viajar para o Oriente começa a pesquisar e investir nos estudos contra a varíola, pois viu que eles tinha conhecimento sobre a cura dessa doença. Em sua época se tinha desprezo e descrenças na ciência Oriental e apesar de ter descoberto junto a essa ciência a cura e levá-la para o seu país teve que enfrentar as dificuldades impostas pelo preconceito e mostrar que a vacina realmente funcionava. Com isto ela se torna uma figura importante em defesa da ciência e cultura do Oriente.

    Vários poemas e cartas de Lady Mary foram impressos em sua vida, seja com ou sem a sua permissão ou conivência: nos jornais, nas miscelâneas, e de forma independente. Escreveu uma série de poemas sobre o tratamento injusto da sociedade das mulheres.

    Bibliografia:

    * SERRAS, Adelaide Meira. Iluminismo e liberdade: O debate feminino. In: O lago de todos os recursos. Org.: Luísa Leal de Faria e Teresa de Ataíde Malafaia. Editora: ULICES CEAUL, 2004.

    * http://www.montaguemillennium.com/familyresearch/h_1762_mary.htm

    * http://en.wikipedia.org/wiki/Lady_Mary_Wortley_Montagu

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